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Banco Inter é a melhor opção? O que dá para confirmar

ESEditora Suitebras · · leitura de 25 min

Letreiro laranja do Inter em frente à sede envidraçada do banco

Conta PJ sem tarifa é o chamariz — o detalhe está nos serviços.

Esta avaliação do Banco Inter é independente. O Inter é um entre vários: o comparativo de banco digital PJ põe as tarifas lado a lado. Banco Inter é um banco digital brasileiro que reúne conta, cartão, crédito, investimentos, seguros e câmbio no mesmo aplicativo. A sede fica em Belo Horizonte, na Avenida Barbacena, 1.219, no bairro Santo Agostinho. O endereço é um fato, não um argumento: onde fica a sede não diz nada sobre tarifa, rendimento ou atendimento, e esta avaliação não vai tratar como qualidade o que é só geografia.

O escritório de São Paulo fica na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1.400, 8º andar, na Vila Nova Conceição. Os dois endereços constam do rodapé do site de relações com investidores da empresa, lido em 12 de outubro de 2026. Esta avaliação responde a três perguntas, e só a elas: o que a conta digital cobra de fato, o que o banco entrega que dá para conferir em documento público, e em que ponto a propaganda não se sustenta. Cada número abaixo vem com a fonte e a data em que foi lido, porque tarifa, limite, rendimento e condição de conta mudam sem aviso — e número de avaliação de produto sem data não serve para decidir nada.

O que esta avaliação concluiu

  • A conta digital do Inter não é isenta de tarifas: é um pacote com quantidades gratuitas contadas, e o próprio banco publica a tabela do que cobra fora delas. Na tabela de pessoa física com vigência a partir de 10 de agosto de 2026, o saque acima do quarto no mês custa R$ 6,40 e a TED, que não está incluída no Segmento Digital, custa R$ 5,00.
  • A abertura é feita pelo aplicativo, com documento de identidade e prova de vida por reconhecimento facial. O banco não publica prazo de análise em canal oficial, e por isso este artigo não informa nenhum.
  • O banco reúne conta, cartão, crédito, investimentos, seguros, câmbio e compras com cashback no mesmo aplicativo, e o atendimento telefônico funciona 24 horas. A garantia do Fundo Garantidor de Créditos, porém, cobre só parte do que ele vende: CDB e LCI estão cobertos; Tesouro Direto e cotas de fundo de investimento, não.

O que o Banco Inter é, e de onde vem

O Inter nasceu em 1994, em Belo Horizonte, com o nome de Intermedium Financeira, e recebeu em 2008 a autorização do Banco Central para operar como banco múltiplo. A conta corrente 100% digital e sem tarifas veio em 2015 — não em 2014 — a marca passou a ser Banco Inter em 2017 e o IPO na B3 saiu em 2018. Essa é a linha do tempo que a própria empresa publica na página “Our Story” do site de relações com investidores, lida em 12 de outubro de 2026. Cabe aqui uma correção que circula muito: a primazia que a empresa reivindica é da conta, que ela descreve como a primeira conta corrente 100% digital e totalmente sem tarifas do Brasil, e não do banco. Chamar o Inter de “o primeiro banco digital gratuito do Brasil” afirma mais do que o próprio Inter afirma, e este artigo deixa de fazer isso.

O Inter encerrou o segundo trimestre de 2026 com 45,3 milhões de clientes totais e 26,4 milhões de clientes ativos, uma taxa de ativação de 58,3%, conforme o release de resultados que a própria empresa publicou em agosto de 2026. Convém registrar que este artigo afirmava “mais de 3,9 milhões de clientes” — número que correspondia à realidade de 2019 e estava errado por mais de dez vezes. A proposta de valor é reunir vários serviços financeiros num aplicativo só. O Banco Inter opera sob CNPJ regularizado, o que significa apenas que a empresa está regular na Receita Federal — é requisito de qualquer empresa, não selo de qualidade, e não diz nada sobre tarifa ou atendimento. O que de fato ancora a segurança do cliente é outra coisa: o Inter é banco múltiplo autorizado pelo Banco Central desde 2008 e instituição associada ao Fundo Garantidor de Créditos.

O resto deste artigo coloca essas promessas à prova, documento na mão. Onde não houve documento público para conferir, está escrito que não houve — para quem está decidindo abrir conta, saber que um número não tem origem vale mais do que receber o número.

Para quem a conta serve, e para quem não serve

A conta digital do Inter serve bem a quem resolve a vida financeira pelo celular e aceita operar só por meio eletrônico: nesse uso, quase tudo que a pessoa faz é gratuito, e boa parte dessa gratuidade é obrigação legal, não cortesia do banco. Serve mal a quem precisa de dinheiro em espécie com frequência, de atendimento presencial ou de documento emitido em agência — é exatamente aí que a tabela de tarifas começa a cobrar.

O banco também anuncia conta para menor de 18 anos, com autonomia supervisionada pelos responsáveis e ferramentas de poupança guiada, voltadas a criar o hábito de guardar dinheiro desde cedo e a envolver a família na educação financeira. Os nomes comerciais dessas contas e das ferramentas não foram localizados nas páginas públicas de inter.co nesta leitura, e por isso este artigo descreve a função em vez de prometer um produto por nome.

Além do público jovem, o Inter atende quem tem empresa, com conta para pessoa jurídica, e quem busca crédito — inclusive financiamento imobiliário e crédito consignado para aposentados, pensionistas e servidores públicos. A mesma tabela de tarifas mostra o quanto essa frente é tarifada, e é o oposto de “conta sem tarifas”: no financiamento de imóvel, o banco publica R$ 500,00 por avaliação de bem recebido em garantia e R$ 4.500,00 de tarifa de cadastro de operação, as duas dispensadas em operações de valor igual ou superior a R$ 100.000,00. Crédito não se compara pela tarifa da conta: compara-se pelo Custo Efetivo Total da operação, que é o único número que junta juro, tarifa e seguro embutido.

Como abrir a conta, e o que o banco não diz

Para abrir a conta, o caminho é baixar o aplicativo e escolher a opção de abertura. O passo inicial é simples e não exige ir a agência nenhuma, porque não existe agência.

Os documentos aceitos são RG, CPF, CNH ou RNE/RNM. Depois de enviar os dados pessoais e as fotos do documento, o aplicativo pede uma prova de vida — movimentos com a cabeça diante da câmera — para confirmar que quem está ali é a pessoa do documento.

Essa etapa não é burocracia: é o que separa a abertura de conta legítima da que usa documento de terceiro. Vale a cautela de sempre com o CPF: fotografar documento só dentro do fluxo do próprio aplicativo, e nunca enviar foto de documento por mensagem, e-mail ou formulário recebido de fora.

Seguranç, o que o banco faz e o que depende de você

Na abertura, o Inter usa reconhecimento facial e validação de documento. São medidas padrão do setor, não diferencial: servem para confirmar identidade e barrar abertura de conta com documento de outra pessoa.

Do lado do cliente, o que mais reduz risco é banal: deixar as notificações de transação ligadas, para ver na hora o que sai da conta, e manter o aparelho e o aplicativo atualizados. O cartão do Inter funciona em carteira digital — o nome correto do serviço do Google é Google Pay, não “google pay wallet” — e o cuidado nesse caso é o mesmo: bloqueio de tela no aparelho, porque a carteira digital é tão segura quanto o telefone em que ela está.

O aplicativo: navegação e uso

O aplicativo tem desenho moderno e organiza as funções do dia a dia — saldo, transferência, pagamento — em acesso direto na primeira tela, com ícones e cores que ajudam a achar cada coisa sem procurar em menu. É um ponto reconhecidamente forte do produto, e explica boa parte da base que o banco conquistou.

Não dá para dizer o mesmo de “a nova versão do aplicativo”: cada atualização muda a tela inicial, e qualquer descrição de interface envelhece em semanas. Por isso esta avaliação não descreve telas específicas. Quem quer saber como está hoje tem um teste melhor do que ler resenha: abrir a conta, que é gratuita, e usar o aplicativo por um mês antes de levar salário ou reserva para lá.

O que o aplicativo reúne

O banco chama o aplicativo de Super App, e nele reúne:

  • Conta digital
  • Investimentos
  • Seguros, vendidos dentro do aplicativo
  • Compras com cashback, no Inter Shop
  • Home broker integrado ao aplicativo, para negociar ações, fundos imobiliários e Tesouro Direto

A conta vem com cartão de débito, e o aplicativo gera cartão virtual para compra online. Aqui também há tarifa publicada e vale saber qual: o fornecimento do primeiro cartão de débito é gratuito, mas a segunda via, nos casos de perda, roubo, furto ou dano, custa R$ 10,00 na tabela de pessoa física vigente desde 10 de agosto de 2026.

A proposta é concentrar tudo numa plataforma só, o que de fato reduz o número de aplicativos na tela. O outro lado da moeda raramente é dito: concentrar conta, investimento, seguro e compras no mesmo fornecedor também concentra o risco de um problema de acesso parar tudo ao mesmo tempo.

Dentro do aplicativo, o Inter Shop funciona como plataforma de compras integrada à conta, oferecendo cashback e desconto em lojas parceiras, com o valor de volta creditado na própria conta. Duas ressalvas de quem vai usar: o percentual muda por loja, por produto e por período de campanha, e o número de lojas parceiras que este artigo afirmava — “mais de 270” — não tem fonte do banco e foi retirado nesta revisão.

O aplicativo também vende passagem aérea e reúne seguros de diferentes tipos, o que faz parte da estratégia de concentrar serviços num lugar só. Para quem opera no exterior, o produto relevante tem nome próprio e página pública no site do banco: a Global Account permite abrir conta internacional e fazer remessa global. É a frente em que o Inter compete diretamente com as alternativas listadas no fim deste artigo, e em que vale comparar, caso a caso e na data da operação, a taxa de câmbio e o IOF — não a propaganda.

O banco também vende previdência privada, que é produto de prazo longo e cobra taxa de administração — número que só aparece no regulamento de cada plano, e que precisa ser lido antes de assinar. Há ainda programa de pontos, com troca por milhas, cashback ou desconto. O nome comercial do programa não foi localizado nas páginas públicas de inter.co nesta leitura, e o percentual de cashback do Inter Shop varia por loja, por produto e por período de campanha — nenhum percentual anunciado em campanha vale como regra permanente.

Aqui está a correção mais importante deste artigo. O Inter não é um banco sem tarifas: é um banco cuja conta digital é um pacote com franquias contadas, e que publica, como todo banco é obrigado a publicar, a tabela do que cobra fora delas. Na tabela de pessoa física atualizada em 10 de julho de 2026, com vigência a partir de 10 de agosto de 2026, o Segmento Digital inclui quatro saques por mês, oito Pix Saque, oito Pix Troco, dois extratos dos últimos trinta dias e duas transferências entre contas do próprio Inter. Fora disso, o saque custa R$ 6,40, o extrato R$ 5,00, e a TED, o DOC, o extrato de outros períodos e a emissão de boleto para depósito em conta aparecem como “não incluído” nesse segmento, a R$ 5,00 o evento. Os segmentos superiores são assinatura paga: R$ 29,90 por mês no Prime e R$ 59,90 por mês no Win. O que continua gratuito de verdade e sem franquia é a transferência entre contas do próprio banco, cuja tarifa individual está em R$ 0,00 na tabela, e o Pix comum, que não é tarifado para pessoa física.

serviçoincluído no Segmento Digitaltarifa fora da franquia
Saque4 por mêsR$ 6,40
Pix Saque8 por mêsR$ 6,40
Pix Troco8 por mêsR$ 6,40
Extrato dos últimos 30 dias2 por mêsR$ 5,00
Extrato de outros períodosnão incluídoR$ 5,00
Transferência por TEDnão incluídaR$ 5,00
Transferência por DOCnão incluídaR$ 5,00
Emissão de boleto para depósito em contanão incluídaR$ 5,00
Transferência entre contas do próprio Inter2 por mêsR$ 0,00
Fornecimento de cartão de débito12ª via por R$ 10,00
Assinatura do segmentonão se aplica ao DigitalR$ 29,90/mês no Prime, R$ 59,90/mês no Win

Fonte: Tabela de Tarifas de Serviços Bancários — Pessoa Física do Banco Inter, atualizada em 10 de julho de 2026, com vigência a partir de 10 de agosto de 2026, publicada em inter.co/tarifas e lida em 12 de outubro de 2026. “Não incluído” significa que o serviço fica fora do pacote da conta digital e é cobrado pelo valor individual desde o primeiro uso. As franquias de saque, extrato e transferência interna não são favor do banco: são o mínimo que a Resolução nº 3.919 do Conselho Monetário Nacional, de 25 de novembro de 2010, fixa, “d” e “e”, e que nenhum banco pode cobrar de pessoa natural.

Estabilidade e autenticação

A solicitação de abertura passa por análise e o resultado chega por e-mail e pelo aplicativo. O banco não divulga prazo de análise em canal oficial, então este artigo não repete nenhum: o prazo que você vê citado por aí não tem fonte do banco.

Para autenticar operação, o Inter usa o i-Safe — um token dentro do próprio aplicativo, que gera código temporário para confirmar transferência e pagamento, como o banco descreve no texto “i-Safe: o que é” do seu blog. Duas consequências práticas disso: o código nasce e morre no aplicativo, e por isso ninguém legítimo vai pedir o seu i-Safe por telefone, e-mail ou mensagem.

Limites de transferência e de saque

Limite de transferência é o ponto em que avaliação de banco envelhece mais rápido, porque o valor é definido por conta e muda com o histórico do cliente. Os números abaixo são os que o próprio Inter publicou, com a data da publicação ao lado — não são os limites da sua conta:

  • Pix para conta de mesma titularidade: R$ 10.000,00 por dia, em material publicado pelo Inter em 19 de outubro de 2021 e atualizado em 21 de outubro de 2022
  • Pix para outro titular: R$ 5.000,00 por dia, e R$ 1.000,00 no período noturno, das 20h às 6h, na mesma publicação
  • O limite que vale é o da sua conta, em “Meus Limites” no aplicativo; o pedido de aumento passa por análise, com resposta em até 48 horas segundo esse mesmo material

Duas ressalvas honestas sobre esses números. A primeira é a data: material de 2022 descreve o padrão de 2022, e limite noturno de Pix mudou de regra no país desde então. A segunda é que este artigo afirmava, até esta revisão, um limite diário de R$ 50.000,00 para terceiros, cem transações por mês e R$ 3.000,00 de saque diário, sem indicar de onde vinham — e nenhuma fonte do banco sustenta o primeiro desses números. Foram retirados. Quem precisa de limite alto não resolve lendo artigo: resolve pedindo aumento no aplicativo e lendo a resposta.

Investimentos: o que o FGC cobre e o que não cobre

O Inter distribui renda fixa pelo próprio aplicativo, como:

  • CDB
  • LCI, a letra de crédito imobiliário
  • Tesouro Direto, o título público federal, que o aplicativo distribui mas que não é crédito contra o banco. Há ainda fundos de investimento, que permitem diversificar e cujas cotas, atenção, ficam fora da garantia do FGC.

O home broker é o mesmo recurso já citado na lista acima, integrado ao aplicativo, e serve tanto a quem está começando quanto a quem já opera. Vale a distinção que a palavra “gratuito” esconde: não haver taxa de corretagem não torna a operação sem custo — emolumentos da bolsa, imposto de renda sobre ganho e, nos fundos, taxa de administração continuam valendo, e é com eles que o retorno real se calcula.

CDB com liquidez diária permite resgate a qualquer momento depois da carência, o que é útil para reserva. E aqui está o segundo erro que esta revisão corrigiu: o artigo dizia que “os produtos de renda fixa do Banco Inter são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos”, logo depois de uma lista que incluía Tesouro Direto e fundos de investimento. Não é assim. Conferido no site do próprio FGC em 12 de outubro de 2026, a garantia cobre depósito à vista, poupança, depósito a prazo com ou sem certificado — que é o caso do CDB e do RDB — letra de câmbio, letra hipotecária, LCI, LCA e LCD. Ficam expressamente fora os créditos representados por cotas de fundo de investimento. E o Tesouro Direto não está na lista do FGC por um motivo diferente: título público federal não é crédito contra banco, é dívida da União, e o risco dele é o do Tesouro Nacional, não o do Inter. O limite da garantia é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ contra a mesma instituição ou contra todas as instituições do mesmo conglomerado financeiro, com teto global de R$ 1 milhão por credor a cada quatro anos consecutivos, conforme o Regulamento do FGC.

Atendimento: canais e números

O atendimento telefônico funciona 24 horas, e há também chat e redes sociais. Dentro do aplicativo, o banco opera hoje um agente de inteligência artificial chamado Seven, que ele informa ter 6 milhões de usuários ativos no release de resultados do segundo trimestre de 2026, publicado em agosto de 2026.

Os números são diferentes conforme a localidade: 3003 4070 para capitais e regiões metropolitanas, e 0800 940 0007 para as demais. Há canal próprio para pessoa com deficiência de fala e audição, no 0800 979 7099. Os três constam do rodapé da tabela de tarifas publicada pelo banco e da central de ajuda, conferidos em 12 de outubro de 2026.

Reclamação, sugestão e cancelamento vão para o SAC, no 0800 940 9999, que funciona todos os dias, 24 horas; o que o SAC não resolver vai para a ouvidoria, no 0800 940 7772, que exige número de protocolo anterior. Um dado que uma avaliação honesta precisa dar, e que o banco informa sobre si mesmo no release do segundo trimestre de 2026: o Inter saiu da 5ª para a 10ª posição no ranking de reclamações do Banco Central no trimestre, com melhora de 33% no seu índice. Posição mais baixa nesse ranking é notícia boa — significa menos reclamação por cliente — e o movimento mostra que havia o que melhorar.

O que pesa a favor

O cartão de crédito oferecido com a conta digital não cobra anuidade, e para quem paga anuidade hoje a economia é real. Com a ressalva que a tabela de tarifas impõe: o produto regulado “cartão de crédito básico” tem anuidade publicada de R$ 80,00 na versão nacional e R$ 100,00 na internacional. São cartões diferentes, e a frase “o Inter não cobra anuidade” só vale para o primeiro.

Sobre prêmios, vale dizer o que o prêmio mede. O Inter&Co aparece na lista “Melhores Bancos do Mundo” da Forbes com a Statista, edição de 2025, publicada em 11 de abril de 2025, como o terceiro entre os oito bancos brasileiros listados, atrás do Nubank e do PagBank. A lista avaliou 385 instituições a partir de pesquisa com mais de 50 mil pessoas, em 34 países e 17 idiomas, feita entre outubro e dezembro de 2024, com critérios de confiabilidade, termos e condições, atendimento, serviços digitais e qualidade do aconselhamento financeiro. Isto é: é pesquisa de satisfação declarada por clientes, não auditoria de solidez nem de preço. Serve como sinal de que a base gosta do produto; não serve como prova de que o produto é o melhor para você.

Alternativas, e o critério para escolher

Alternativa só se escolhe com critério, e o critério aqui é o uso: guardar moeda estrangeira, enviar remessa, gastar no exterior ou ter conta fora do país são necessidades diferentes, e cada serviço resolve bem uma delas. A Wise é forte em conversão e remessa internacional, com saldo em várias moedas. Já a Revolut oferece uma conta multimoedas com cartão para gasto no exterior. Os números de moedas e de países que este artigo trazia foram retirados: são dados de marketing de terceiro, mudam sem aviso e não tinham data nesta página.

O C6 Bank mantém conta em dólar e em euro para o correntista brasileiro, o que resolve quem quer segurar moeda forte sem sair do banco. A Nomad é conta em dólar voltada a quem gasta e saca no exterior, e a Western Union atende o caso específico de enviar e receber dinheiro em espécie. O jeito de comparar é sempre o mesmo: simular o valor que você de fato vai mover, no dia em que vai mover, somando taxa de câmbio, tarifa e IOF — a comparação em tabela de artigo envelhece antes de você clicar.

Veredito: para quem o Inter vale

O Inter entrega o que mais importa para quem vive no celular: conta digital cujo uso eletrônico é gratuito, cartão sem anuidade, investimento e compras no mesmo lugar, e um aplicativo que as pessoas efetivamente conseguem usar. O banco é autorizado pelo Banco Central, é associado ao FGC e tem escala — 45,3 milhões de clientes totais e 26,4 milhões de clientes ativos no segundo trimestre de 2026, pelo seu próprio release.

Não é, porém, “a melhor opção” para todo mundo, e esta revisão retirou essa afirmação do título e do texto, porque ela não se sustenta sem critério. O Inter vale a pena para quem opera por meio eletrônico, não precisa de dinheiro em espécie com frequência e vai usar mais de um produto do aplicativo. Vale menos para quem saca muito, precisa de atendimento presencial, quer TED sem custo dentro da conta gratuita ou prefere não concentrar conta, investimento e seguro no mesmo fornecedor. O teste que decide é simples e não custa nada: abra a conta, use um mês, e confira na tabela de tarifas do próprio banco quanto custaria o que você de fato faz.

Perguntas frequentes

Banco Inter é confiável?

Sim, no sentido que a palavra tem aqui: o Inter é banco múltiplo autorizado pelo Banco Central desde 2008, existe desde 1994 — portanto há mais de trinta anos, não “mais de vinte” — e é instituição associada ao Fundo Garantidor de Créditos, que garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por conglomerado financeiro. Confiabilidade institucional, no entanto, não é a mesma coisa que qualidade de atendimento: o próprio banco informa ter saído da 5ª para a 10ª posição no ranking de reclamações do Banco Central no segundo trimestre de 2026, o que indica melhora e também indica que havia o que melhorar.

Como abrir uma conta no Banco Inter?

Baixe o aplicativo, escolha a abertura de conta, informe os dados pessoais, envie as fotos do documento — RG, CPF, CNH ou RNE/RNM — e faça a prova de vida por reconhecimento facial. Depois disso a solicitação entra em análise e o resultado chega por e-mail e pelo aplicativo. O banco não publica prazo de análise em canal oficial, então desconfie de qualquer artigo que lhe prometa um número de dias.

Quais são os limites de transferência e de saque no Banco Inter?

O limite é definido por conta e muda conforme o histórico do cliente, então não existe um número único válido para todos. O que o Inter publicou, em material de 19 de outubro de 2021 atualizado em 21 de outubro de 2022, foi R$ 10.000,00 por dia em Pix entre contas do mesmo titular, R$ 5.000,00 por dia para outro titular e R$ 1.000,00 no período noturno, das 20h às 6h. O limite da sua conta aparece em “Meus Limites” no aplicativo, e o aumento é pedido ali, com análise e resposta em até 48 horas. Sobre saque, o número que importa não é de valor, é de quantidade: na tabela de tarifas vigente desde 10 de agosto de 2026, o Segmento Digital tem quatro saques gratuitos por mês, e cada saque além disso custa R$ 6,40.

O Banco Inter cobra tarifas?

Cobra, sim — e isso não é um defeito escondido, é uma tabela pública que vale a pena ler antes de abrir a conta. O que a conta digital oferece é uma franquia: quatro saques, oito Pix Saque, oito Pix Troco, dois extratos de trinta dias e duas transferências internas por mês. Acima disso, ou fora da lista, o banco cobra: R$ 6,40 por saque, R$ 5,00 por extrato, R$ 5,00 por TED — que nem está incluída no Segmento Digital — R$ 5,00 pela emissão de boleto para depósito e R$ 10,00 pela segunda via do cartão de débito. Os valores são os da tabela de pessoa física atualizada em 10 de julho de 2026, com vigência a partir de 10 de agosto de 2026. O que é gratuito sem franquia é o Pix comum e a transferência entre contas do próprio Inter.

Quais investimentos o Banco Inter oferece, e quais têm garantia do FGC?

O aplicativo distribui CDB, LCI, Tesouro Direto e fundos de investimento, além de dar acesso a ações e fundos imobiliários pelo home broker. A garantia do FGC, porém, não alcança tudo isso: cobre o CDB e a LCI, como depósito a prazo e letra de crédito imobiliário, e não cobre cotas de fundo de investimento, que estão expressamente fora. O Tesouro Direto fica fora por outra razão — é dívida da União, com risco do Tesouro Nacional e não do banco. Monte a carteira sabendo de qual risco cada parte depende, e não presuma que a garantia do FGC cobre a conta toda.

Por que a conta digital do Banco Inter é gratuita?

Porque a lei manda, em boa parte. A Resolução nº 3.919 do Conselho Monetário Nacional, de 25 de novembro de 2010, proíbe, a cobrança de tarifa pela prestação de qualquer serviço por meio eletrônico nas contas cujo contrato preveja usar exclusivamente meios eletrônicos — que é o caso da conta digital. Odo mesmo artigo define meio eletrônico como o atendimento automatizado sem intervenção humana: terminal, internet e atendimento telefônico automatizado. Daí vem a conclusão prática: a gratuidade do uso digital é piso legal comum a qualquer banco que ofereça conta eletrônica, e o que diferencia um do outro é o que cada um cobra fora dela.

O Banco Inter foi o primeiro banco digital do Brasil?

Não é isso que a própria empresa afirma. Na página “Our Story” do seu site de relações com investidores, o Inter atribui a primazia à conta — a primeira conta corrente 100% digital e totalmente sem tarifas do Brasil, lançada em 2015 — e não ao banco. A instituição existe desde 1994, como Intermedium Financeira, recebeu licença de banco múltiplo em 2008, passou a se chamar Banco Inter em 2017 e abriu capital na B3 em 2018, aí sim como o primeiro banco digital a concluir um IPO na bolsa brasileira.

Quantos clientes o Banco Inter tem?

O Inter encerrou o segundo trimestre de 2026 com 45,3 milhões de clientes totais e 26,4 milhões de clientes ativos, uma taxa de ativação de 58,3%, segundo o release de resultados que a empresa publicou em agosto de 2026. A distinção entre as duas contagens importa: cliente total é quem abriu conta, cliente ativo é quem usa. Números antigos, da ordem de 3 a 4 milhões, descrevem o banco de 2019 e ainda circulam em artigos não atualizados.

O que acontece com o meu dinheiro se o Banco Inter quebrar?

O que estiver em depósito ou em renda fixa coberta é devolvido pelo Fundo Garantidor de Créditos até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, somados principal e rendimentos, contra a mesma instituição ou contra todas as instituições do mesmo conglomerado financeiro — e há um teto global de R$ 1 milhão por credor a cada quatro anos consecutivos, conforme o Regulamento do FGC. Entram nessa conta o depósito à vista, a poupança, o CDB, o RDB, a LCI e a LCA. Não entram as cotas de fundo de investimento, que estão expressamente fora da garantia. O Tesouro Direto também não entra, porque não é crédito contra o banco: o título é dívida da União e continua valendo ainda que a corretora ou o banco onde você o comprou deixe de existir.

O Banco Inter tem agência física?

Não. O Inter opera sem rede de agências, com sede em Belo Horizonte e escritório em São Paulo, que são endereços administrativos e não pontos de atendimento ao público. A consequência está em norma e vale saber antes de abrir a conta: pela Resolução nº 3.919/2010, usar canal presencial ou correspondente por opção do cliente, estando o meio eletrônico disponível, pode gerar cobrança de tarifa desde o primeiro evento. O do mesmo parágrafo garante o contrário quando a culpa não é sua: se o meio eletrônico não estiver disponível, o atendimento presencial não pode ser tarifado.

Vale a pena trocar o meu banco atual pelo Banco Inter?

Depende de três respostas suas, e não da nota que um artigo dá ao banco. Primeira: você saca dinheiro em espécie mais de quatro vezes por mês? Se sim, cada saque extra custa R$ 6,40, e a conta deixa de ser gratuita para o seu uso. Segunda: você faz TED com frequência? A TED não está incluída no Segmento Digital e custa R$ 5,00 — embora o Pix, que é gratuito, resolva a maior parte dos casos. Terceira: você precisa de atendimento presencial ou de documento emitido em agência? Não existe agência. Se as três respostas forem “não”, o Inter tende a sair mais barato que um banco tradicional, e o teste final não custa nada: abra a conta, mantenha a antiga por um mês e compare o extrato.

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